Botequim Poético


"Nó e lágrimas"

 

 

O tempo me deixa desnorteado,

Como se eu tivesse saído há poucos do ventre materno

De um lado o irmão completa poucos anos

Do outro esvasiam a esperança alheia

È difícil chorar por um deconhecido

Embora a lágrima embace a visão

O nó na garganta se aperta com a lembrança

De momentos existentes em vidas opostas

Que desvividas correm a rua parada

Debrucei no corredor do mundo

Vendo seu sorriso correr nos olhos

Tento não gritar me apegando a saudade

Que é uma forma de ti fazer ficar

 

Victor Rodrigues


Agora a dor foi mais além, meu irmão Wanderson se foi,

 talvez ele encontre mamãe, papai e Kelly...

Adeus!!!



 Escrito por Victor Rodrigues às 09:04 AM
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"Vestido rosa de Maria"

 

Amo amar tua beleza na distância evidente

ti carregar por minhas horas de desculpas

Insônia nos sonhos de poucas horas

Correr meus poemas por vezes com teus olhos

Saber que mesmo não te tendo,

mesmo sendo o único egoísta de nós

Ti ter ao meu lado será um erro

Contar com tua letra em carrancho

entendida por mim e tuas moças

não deixa de ser mais erro de um tempo

em que éramos livres para poetizar reféns

 Tira esse vestido rosa

Mostre tua pele branca, pálida,

Teus braços assudos,

Tua beleza morta, virgem

Largue tuas tentativas de ser mulher

Me mostre os dentes de teus sorrisos falsos

Estou chegando, desprevinido, morno

Talvez confiante demais

Preciso te encontrar Maria Airam

Núa na banheira solitária de poucas horas

Ser teu homem, amigo, companheiro fiél

Te possuir sem toques  mais uma vez

 



 Escrito por Victor Rodrigues às 12:02 PM
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"Tango solitário de Teresa"

 

As fotografias se misturavam ao ar do cigarro de Teresa

Teresa teria lastimado seu soluço solto no choro do tango solitário

Como ela queria ser um homem para vencer mulheres na nudez

Dançando núa na sala, coberta por mulambos encardidos

Calçada por sonho de embriaguez e ventos dele

Pierre correu o lado apagado de Teresa deixando-a à gosto de estranhos

Dizia seus planos desenhados no papel e sua caligrafia

Inistia em colorir suas nódoas desbotadas

Ter Teresa como um homem, frágil, débio

Pierre suncubiu ao seu lado coberto de serpentina

Deixando Teresa mais uma vez sozinha rindo de seu fim vindouro

O tempo favorito de Teresa foi o que ela não vivera

 

Victor Rodrigues

Foto/fonte: Google

 


 

 

A Fábrica me convidou para participar de sua edição atual, que fala sobre “Havana”, foi um prazer enorme dividir meus escritos, onde passaram e passam sempre escritores que compartilham o mundo dos blogs, como Théo G. Àlves (O Centenário), Adelaide Amorin (Umbigo dos Sonhos), entre outros. Convido vocês à tatearem esse espaço, feito com tanto profissionalismo.

Obrigado Luiz Coutinho pelo convite



 Escrito por Victor Rodrigues às 07:31 AM
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"Ao pé do por do sol"

 

 

Me derramo como o vinho que me leva ao consciênte do bêbado. Acumulo seqüelas de homem, travesti de tuas palavras de moço, moço amigo, sumido, no acaso de passagens,

textos, letras de nossas horas de acaso. Me conta teu medo de pai, marido, homem,

vamos nos banhar nesses chafarizes de nuvens e nos secar ao pé do por do sol. O Movimento do vento reproduzia o sorrir despedido de tuas pálpebras, calenteva meu sono, minha insônia. Nos sonhos particulares em que eu não te dividia. Amanhã quero fingir acordar, trazer dos sonhos apagados, meus tempos esquecidos, do tempo em que lavar meus olhos nas tuas palavras e abraço, maculava meus dias, meus minutos...

 

Victor Rodrigues



 Escrito por Victor Rodrigues às 12:31 PM
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"Cartas à Maria Airam"

 

 

“Ventos caçulas”

 

Eu queria entre esse turbilhão de passos

Prender-me a algum motivo comum

Ti condecorar com estrelas de papel

Sorrindo palavras soltas de dicionários

Presas nessa teia de ventos caçulas

Que nos levaria a outras manhãs

Correndo risco fecho meus olhos

Entregue ao beijo hoje na estação

Corro sem conceito entre estátuas vivas

Que nos murmuram receitas de sonhos

Nossas mãos dadas a cada ponteiro exato

Cria sorrisos nos jornais do acaso

Que me lembra nossa felicidade prematura

 

Victor Rodrigues

 

Ps: Cartas à Maria Airam nasce de uma pasta que lhe foi entregue no dia 15 de abril de 2000, data em que parto para Europa, especificadamente Alemanha. Nela continha todas os textos que escrevi no período de 1995 até 1999. Esperei quase quatro anos para pega-lá de volta. O reencontro foi estranho, abominei quase tudo que havia escrito nessa época, motivo, não sei dizer, mas assim foi. Vou mostrar periódicamente alguns textos sem correções e aguardo a opnião de vocês.Um abraço...

Pss: Texto datado em 06 de novembro de 1999

 

 



 Escrito por Victor Rodrigues às 05:21 PM
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